Sou um mabembe da Londres do século XIX, paradoxalmente transgressor como Niemeyer, andando ao som de uma rabeca sertaneja parisiense, com um ar de fotógrafo pós-moderno, que se comporta como a torre de Piza.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Viagem.

Vou cedo, pois tudo na vida me veio tardio.
O peito amarrotado no fundo da bagagem,
O cigarro no terno, quiçá um amor vadio,
Façam menos intempestiva essa viagem.
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Largarei por terra meus dolos no jaleco,
Meus doces sonhos ao portuga da padaria,
A poesia indecorosa à puta do boteco
E a espada vazada no ventre da covardia.
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Vou cedo, porque tenho medo do acaso.
O que não veio tarde, que já não me venha,
E que não venha a puta, senão eu caso!
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Vou com pressa, e juro que irei sem medo
Com uma chama de dar inveja em lenha,
Mas não sem antes eu me apontar o dedo.
.
Jairo Alt

5 comentários:

Larissa Marques disse...

Já te disse muito do que penso sobre seus poemas, destrinchei suas influências e estudei suas particularidades.
Hoje atenho-me em admirar a sua obra, ao meu ver não há escritor, na atualidade que se compare com sua maestria na escrita de sonetos.
Gosto do seu estilo.

Lanoia disse...

eu tb, a-do-ro os seus sonetos jairo alt \o/

Anderson H. disse...

puts, mas esse blog tá um barato! muito bom mesmo!

Muryel De Zoppa disse...

belo trampo.

Decimar Biagini disse...

Jogar no google e ver que foi você quem escreveu... Ajuda-me a entender tuas pesadas críticas...